Volume esperado de precipitação para o mês de fevereiro segue reduzido


Na última sexta-feira (16/02), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou boletim revisando para baixo as projeções de volume nas hidrelétricas que abastecem o Sistema Interligado Nacional (SIN). O alerta surge devido ao volume de água que chega às usinas, que está abaixo das médias históricas para o período chuvoso, conforme indicado pelos dados da entidade e pelas previsões meteorológicas.

Nos últimos meses, o ONS vinha chamando a atenção para os níveis dos reservatórios, considerados abaixo do esperado para o período de chuvas. Os principais sistemas hidrelétricos deverão encerrar fevereiro com um nível de água próximo a 60%, marcando uma queda expressiva em comparação com as médias esperadas para a época. Esta situação contrasta com o início de 2023, quando os níveis das hidrelétricas estavam próximos de 90%.

As projeções do ONS para a afluência dos reservatórios até o final do período chuvoso, em abril, indicam uma descida a 50%. Até o final de fevereiro, as previsões para o volume de água que chega às usinas foram revisadas para baixo em todas as regiões. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a estimativa caiu de 64% para 61%, no Nordeste foi de 70% para 61%, e no Sul de 82% para 75%. Se confirmado, o volume de fevereiro no subsistema Sudeste/Centro-Oeste será o sétimo menor desde 1930, levantando preocupações sobre uma possível agravamento do cenário e consequências mais severas durante o período de seca.

Além do impacto na oferta de energia, a situação se torna ainda mais delicada devido ao aumento no consumo de energia no Brasil. As projeções do ONS indicam uma aceleração na demanda no SIN, com uma estimativa de crescimento de 6,7% em fevereiro em comparação com o mesmo mês de 2023. Para atender a essa demanda, o ONS tem recorrido à ativação de usinas térmicas, principalmente durante os picos de consumo à tarde e início da noite, e também tem importado energia da Argentina e do Uruguai. A ampliação desses mecanismos pode ser necessária caso a situação se agrave, resultando em aumentos nas contas de luz. Mesmo sem uma nova onda de calor em 2024, o consumo de energia já ultrapassou a histórica marca de 100 mil megawatts neste ano, alcançada pela primeira vez em novembro de 2023 e repetida em dezembro, durante os picos de temperaturas elevadas.

Fonte: ONS
Foto: Divulgação