A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) manteve a bandeira tarifária amarela para setembro. Com a decisão, os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) continuam sujeitos a uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Esse é o quinto mês consecutivo em bandeira amarela. O cenário começou em maio, depois de quatro meses de bandeira verde, e permaneceu em junho, julho e agosto. A mudança está relacionada à transição do período chuvoso para o período seco, que reduz a disponibilidade de geração hidrelétrica e pode exigir maior acionamento de usinas termelétricas, de custo mais elevado.
Antes disso, de janeiro a abril, vigorou a bandeira verde, sem cobrança adicional. A alteração em maio ocorreu com a redução das chuvas na transição para o período seco e a consequente necessidade de recorrer mais às termelétricas.
O sistema de bandeiras tarifárias acompanha mensalmente as condições de geração e sinaliza ao consumidor quando o custo variável de produção de energia está mais elevado. A definição considera, entre outros fatores, projeções do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e o risco hidrológico.
A bandeira amarela, portanto, não representa um aumento permanente da tarifa, mas um adicional aplicado enquanto a condição de geração exigir. Na bandeira verde não há cobrança adicional; nas bandeiras vermelhas, o custo extra é maior.
Como evitar que a conta pese no bolso
Embora o adicional da bandeira amarela seja de R$ 1,885 para cada 100 kWh, o valor final da conta depende principalmente da quantidade de energia consumida. Por isso, em períodos de temperaturas elevadas ou de uso mais intenso de aparelhos elétricos, controlar o consumo pode fazer uma diferença maior do que simplesmente observar a cor da bandeira.
Alguns cuidados ajudam a evitar desperdícios:
Ar-condicionado: mantenha filtros limpos, mantenha portas e janelas fechadas durante o funcionamento e evite temperaturas muito baixas. Quanto maior a diferença entre a temperatura externa e a programada no aparelho, maior tende a ser o esforço necessário para climatizar o ambiente.
Geladeira: evite abrir a porta repetidamente e não coloque alimentos ainda quentes no interior do equipamento. Também é importante verificar se a borracha de vedação está em boas condições.
Chuveiro elétrico: o equipamento pode representar uma parcela importante do consumo residencial. Sempre que possível, reduza o tempo de banho e utilize a posição de menor potência compatível com a temperatura desejada.
Máquina de lavar e ferro de passar: procure concentrar o uso e aproveitar a capacidade dos equipamentos, evitando várias operações com pequenas quantidades de roupas.
Iluminação: desligue as luzes de ambientes desocupados e dê preferência à iluminação natural durante o dia. Lâmpadas LED também apresentam menor consumo em comparação com tecnologias mais antigas.
Equipamentos em espera: televisores, computadores, aparelhos de som e outros equipamentos que permanecem em modo de espera continuam consumindo energia. Desligá-los da tomada quando não estiverem em uso pode ajudar a reduzir o consumo.
A ANEEL destaca que o sistema de bandeiras foi criado justamente para dar maior transparência aos custos de geração e permitir que o consumidor adapte seus hábitos de consumo diante das condições do sistema elétrico.
Com a permanência da bandeira amarela, a recomendação é manter atenção ao consumo, principalmente nos equipamentos que permanecem ligados por longos períodos. Evitar desperdícios é uma medida que ajuda diretamente no controle da conta, independentemente da bandeira vigente.